Malala Yousafzai – I am Malala

Anna,

I am Malala: The Story of the Girl Who Stood Up for Education and Was Shot by the Taliban estava na minha lista semi-imaginária de leituras (quando eu crescer eu vou ser organizada no Goodreads) desde que foi lançado. Lembro da indignação que senti em um nível muito pessoal quando ela foi baleada, e o meu desprezo pelo Talibã, que eu achava até então que já havia atingido o máximo.

 One year ago I left my home for school and never returned. I was shot by a Taliban bullet and was flown out of Pakistan unconscious. Some people say I will never return home but I believe firmly in my heart that I will. To be torn form the country that you love is not something to wish on anyone.

Para contar como foi baleada, é preciso explicar o contexto.  Malala conta a história do Paquistão, desde antes de sua fundação oficial, passando pelos golpes militares, até o momento atual. Após 11 de setembro, o movimento muçulmano fundamentalista ganhou força naquele país. Nesta fase, ela passa a narrar não apenas baseada em relatos ou livros, mas também no que viveu em sua aldeia. E é impossível não se revoltar com as atrocidades que uma mentalidade obcecada, pronta para deturpar um livro e dizer que “Deus mandou” é capaz de fazer –  e com naturalidade. Assim… de querer esmurrar os livros (tanto o Corão/Bíblia quanto o I am Malala), como se a culpa fosse deles. Em um pequeno disclaimer, acredito que a mentalidade que levou ao nazismo tinha um forte caráter ‘religioso’ neste sentido, entendam como quiserem. Não quero contar muitos detalhes para não fazer uma resenha gigante. Você PRECISA ler este livro. Sério.

 The Quran teaches us sabar – patience – but often it feels that we have forgotten the word and think Islam means women sitting at home in purdah or wearing burqas while men do jihad.

Mullahs often misinterpret the Quran and Hadith when they teach them in our country as few people understand the original Arabic. Fazlullah exploited this ignorance.

O pai de Malala fundou uma escola, e sonhava em educar toda a população. Quando o Talibã proibiu que meninas frequentassem a escola, ele saiu a público para protestar, e tentou de todas as formas reverter a proibição. E, junto com sua única filha (ela tem apenas dois irmãos, mais novos), deu entrevistas para rádios e televisões do mundo inteiro, chamando a atenção para o problema.

Life isn’t just about taking in oxygen and giving out carbon dioxide. You can stay there accepting everything from the Taliban or you can make a stand against them.

Lógico que isso não ia dar certo. Mas por um breve momento, você acha que tudo vai acabar bem, porque o Talibã é banido da área.  Então, duas coisas acontecem. Primeiro, você lembra que sabe que ela foi baleada pelo Talibã, ou seja, não vai acabar bem e eles não foram realmente banidos. Depois, Malala recebe uma ameaça formal .

I don’t know why, but hearing I was being targeted did not worry me. It seemed to me that everyone knows they will die one day. My feeling was that nobody can stop death; it doesn’t matter if it comes from a talib or cancer. So I should do whatever I want to do.

Muitas coisas ficam na mente depois de ler este livro. Medo do quão rapidamente uma coisa boa pode desaparecer porque algum religioso acha que está errado. Desprezo pela misoginia escancarada pregada pelo Talibã, desprezo pela má interpretação deliberada de qualquer livro, especialmente se o tal livro tiver como objetivo guiar o comportamento humano. Mas também fica o orgulho. Malala e seu pai são pessoas iluminadas, que fazem você esquecer a misantropia por alguns momentos. Ou pelo menos torná-la seletiva…   Mais uma vez, minha tese de que religião, embora possa ser bastante benéfica no âmbito pessoal, é extremamente prejudicial no ambiente público, é reforçada, à pauladas.

Já falei que você precisa ler este livro?

In Pakistan when women say they want independence, people think this means we don’t want to obey our fathers, brothers or husbands. But it does not mean that. It means we want to make decisions for ourselves. We want to be free to go to school or to go to work. Nowhere is it written in the Quran that a woman should be dependent on a man. The word has not come down from the heavens to tell us that every woman should listen to a man.

– Ana

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2 respostas em “Malala Yousafzai – I am Malala

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