Retorno às atividades com Nicholas Pileggi – Wiseguy

Anna,

Para começar bem a série “olha como finalmente nos reorganizamos e agora vamos ler tudo direitinho e até pagar as resenhas atrasadas”: desafio de outubro, Máfia! Não queria ler o super batido Godfather, então fui naquele que resolve todos os meus problemas (Google) descobrir um livro adequado. Não é que dei sorte?

Wiseguy: life in a Mafia family conta a história real de Henry Hill, um mafioso que virou informante. O livro foi adaptado para o cinema em “Goodfellas”. Por vezes, parece que a série de golpes foi inventada, de tão absurda e inacreditável. A história se passa nas décadas de 1960 e 70, em Nova Iorque, em uma época em que as autoridades policiais ainda tinham uma visão quase romântica do crime organizado. O author, Nicholas Pileggi, entrevistou Hill após sua entrada no programa de proteção às testemunhas, que parece impossível durante 90% do livro.

Hill was a surprising man. He didn’t look or act like most of the street hoods I had come across. He spoke coherently and fairly grammatically. He smiled occasionally. He knew a great deal about the world in which he had been raised, but he spoke about it with an odd detachment, and he had an outsider’s eye for detail.

Pileggi entrevistou também a esposa e a principal amante de Hill, e a história é contada a partir destas três perspectivas.

 Henry and his pals had long ago dismissed the idea of security and relative tranquility that went with obeying the law. They exulted in the pleasures that came from breaking it. Life was lived without a safety net. They wanted money, they wanted power, and they were willing to do anything necessary to achieve their ends.

Esta “motivação para o crime” é a característica em comum de todos os personagens, obviamente, e é expressa com uma naturalidade quase desconcertante. De Jimmy, o parceiro que dizia que “subornar policiais era como alimentar elefantes: você só precisa de amendoins”, até Paul Vario, o capo, que funcionava como a polícia dos mafiosos, mantendo a ordem no crime, a estrutura é tão bem organizada que você fica com um pouco de raiva dos personagens quando eles são pegos pela polícia de verdade – o que só acontece por descuidos.

A evolução do personagem principal é bem construída, desde os pequenos furtos e incêndios premeditados, passando pelas prisões por uso de cartões de crédito roubados, até o grande golpe da Lufthansa. O livro é muito envolvente, e eu só parava de ler… quando o alarme do Strict Workflow tocava. Ao terminar de ler, corri na wikipedia para ler mais sobre Henry Hill e sobre os demais personagens. Acho que isso dá uma boa ideia do quanto este livro valeu a pena. não?

– Ana

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3 respostas em “Retorno às atividades com Nicholas Pileggi – Wiseguy

  1. OMG é tão bom estar de volta! \o/

    esse livro está definitivamente no meu to-read de 2014!

    momento rasgação de seda: suas resenhas estão cada dia melhores ❤

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