Ernest Hemingway – The Old Man and The Sea

Ana,

como primeiro livro da listinha efetiva de clássicos, eu li O Velho e o Mar. Acho que nunca tinha terminado um livro do Hemingway, e esse foi o motivo de ter escolhido esse pra ser o primeiro da lista – além dele ser uma novela curta. Outro fato foi a minha meta de ler pelo menos um livro (ou algo maior, como artigo) em inglês pra mais ou menos dois ou três que leio em português (plano que tenho posto em prática desde o ano retrasado ou o anterior, porque um dia caí na real que depois de 6 anos de CIL eu tava perdendo a manha por pura preguiça e descuido. E que, OLEA, tem dado certo horrores. Venci a preguiça horrorosa de ler em inglês que eu tinha – sim, eu odiava).

Esse livrinho foi uma surpresa pra mim, porque na metade dele, a caminho da academia, eu me dei conta que nunca tinha lido um romance inteiro em inglês depois que parei de estudar (ou seja, nunca tinha escolhido um romance pra ler, era sempre indicação de professores). Já tinha lido livros da faculdade, a maioria dos livros sobre minimalismo e contos, mas romance, nunca! 😀

O início foi uma saga: coloquei os arquivos em português e em inglês no Kindle e , no começo, eu estava completamente perdida por causa do vocabulário. Nome de barcos, peças de barcos, de peixes… :S Aí eu desisti e resolvi ler em português. MAS… a edição que eu tinha era em português de Portugal, e a leitura continuou travada (ou piorou, viu). Então eu resolvi voltar pra edição original.

É um livro l-i-n-d-o.  E triste (eu e essa minha mania de achar coisas triste linda). Santiago é um velho pescador que mora numa vila de pescadores (em Cuba, imagino) sozinho, depois da sua mulher ter falecido. Ele tem um amigo, um garoto chamado Manolin, que é a pessoa que o velho mais ama. Santiago ensinou Manolin a pescar quando este tinha 5 anos de idade, e desde então eles sempre saem juntos, antes do amanhecer, pra pescarem. Mas depois de mais de 80 dias sem pescar nenhum peixe, os pais de Manolin não o deixam mais sair com Santiago pra pescar, e os colocam em seu próprio barco (afinal, eles precisam do dinheiro do peixe para sobreviver). No 85º dia sem pegar nenhum peixe, Santiago fisga alguma coisa que o arrasta por dias, sem que ele consiga pescá-la. É um peixe-espada, o maior que o velho já viu na vida, e ele só consegue fisgá-lo depois de dois ou três dias em alto-mar.

Durante esse período, o velho fica pensando na vida (juro que é menos clichê do que parece), sobre como ela se organiza e no mar e relembrando seu tempo de marinheiro, quando ele conheceu a África. É desse livro aquela frase do Hemingway, A man can be destroyed but not defeated. 

Como eu disse, é um livro muito bonito. Tanto pelas reflexões do personagens quanto pela sua saudade do menino (não são raras as vezes que ele, por estar passando por alguma dificuldade ou por ter visto algo muito estraordinário, deseja que o menino estivesse ali com ele), ou suas reflexões meio senis sobre o baseball (muitas vezes ele se pega pensando em como Joe DiMaggio ficaria orgulhoso dele por ter pescado um peixe tão grande, ou se perguntando se outros jogadores famosos conseguiriam pescar com ele), ou mesmo suas descrições da paisagem ou de seus sonhos com a África e os leões que ele avistou na praia. O cuidado do menino com o velho é outro aspecto que me emocionou bastante, e o choro dele quando vê o velho de volta. É um daqueles livros que eu penso: cara, por que eu não li antes? 🙂

Aqui, um curtinha super legal baseado no livro, valeu o clique 😀

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2 respostas em “Ernest Hemingway – The Old Man and The Sea

  1. Pingback: Ernest Hemingway – The Old Man and the Sea [2] « Ana, leu isso?

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