Miss Minimalist: Inspiration to Downsize, Declutter, and Simplify – Francine Jay

Ana,

semana passada terminei de ler o Miss Minimalist: Inspiration to Downsize… É um livro empolgante! Me identifiquei com muitos posicionamentos da autora (que mantém o blog missminimalist.com) e ele me inspirou mais ainda em continuar lendo e “praticando” (não sei se essa seria a palavra) o minimalismo. Ele é menor que o The Joy of Less, A Minimalist Living Guide: How to Declutter, Organize, and Simplify Your Life, também dela (e que eu já baixei — livros grátis da Amazon, eu amo vocês). Mas é um livro l-i-n-d-o!

A ideia de que não precisamos acumular coisas, seguir a moda, trocar de TV todo ano e de carro a cada três é realmente um alívio. Diminuir nossas obrigações com as coisas que temos (pesquisar preços, comprar, guardar, limpar, manter, consertar etc. etc. etc.) é aumentar nosso tempo para as coisas que realmente gostamos e que acrescentam à nossa vida. A ideia de que não precisamos ter objetivos estritamente definidos na vida e vivermos pra eles, como numa corrida pra não sei onde (o capítulo sobre a beleza das flores selvagens é um amor), de que não precisamos viver pra trabalhar, que nós não somos o que nós temos… tudo isso é realmente uma libertação.

Acho que meus impulsos minimalistas começaram quando eu assisti Clube da Luta pela primeira vez (apesar de o filme não ser especialmente sobre minimalismo). A frase “Only after you lost everything that you free to do anything” nunca saiu da minha cabeça. E o Edward Norton passando as páginas de um catálogo e pensando “que tipo de jogo de jantar me define como pessoa?” para, lá na frente, ouvir de Tyler Durden “Você não é o seu emprego. Você não é quanto dinheiro você tem no banco. Você não é o carro que você dirige. Você não é o conteúdo da sua carteira. Você não é as calças cáqui que veste” é um choque de realidade (pra ficar bem no clichê).

Graças ao Kindle, consegui marcar umas coisinhas que eu volta e meia releio e acho que, sim, me identifico cada dia mais com o minimalismo. O principal, o que eu queria escrever numa camiseta, imprimir, fazer pôster, distribuir na rua, é esse:

“We’re sick of being slaves to debt and keeping up with the Joneses. We’re tired of working long hours at jobs we don’t like, to pay for things we don’t need. We’re unhappy with the clutter in our homes, and the commercialization of our holidays. We’re angry that human rights are violated to fill our stores with cheap clothes and plastic gizmos. We’re worried that our children and grandchildren won’t have the clean air and water that should be their birthright.

(…)

“Well, we declare “Enough!” We refuse to spend the better part of our lives desiring, acquiring, and paying for things. We are neither Consumers, nor Anti-Consumers, but Minsumers: we seek to minimize the role of consumption in our lives.

“We are an invisible army, and our offense is our absence: the empty spaces in the parking lot, the shorter checkout lines, the silence at the cash registers.

“We regard with a critical eye their attempts to make us feel unattractive, unsafe, and unsatisfied. We turn off the television, cancel our magazine subscriptions, and use ad-blocker in our web browsers.

“Most importantly, by not buying, we redefine ourselves: by what we do, what we think, and who we love, rather than what we have. And in the process, we rediscover the meaning in our lives. “

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4 respostas em “Miss Minimalist: Inspiration to Downsize, Declutter, and Simplify – Francine Jay

  1. Ã-mey! E vou ler logo! 🙂

    “Diminuir nossas obrigações com as coisas que temos (pesquisar preços, comprar, guardar, limpar, manter, consertar etc. etc. etc.) é aumentar nosso tempo para as coisas que realmente gostamos e que acrescentam à nossa vida. A ideia de que não precisamos ter objetivos estritamente definidos na vida e vivermos pra eles, como numa corrida pra não sei onde (o capítulo sobre a beleza das flores selvagens é um amor), de que não precisamos viver pra trabalhar, que nós não somos o que nós temos… tudo isso é realmente uma libertação.”

    Isso é a parte que MAIS me atrai para o minimalismo. Ainda temos MUITA coisa aqui em casa, mas estamos botando um basta. E, principalmente, estamos tentando simplificar a vida ao máximo. Porque fazer carinho em gato > arrumar/mandar consertar/ir ao shopping comprar.

    • MUITO MELIOR!
      e outra coisa que eu tenho desapegado bastante é do conceito de ser produtivo. eu não quero fazer coisas o dia inteiro!

      10h00-10h01 – me perdi na net

      hauehauehuaheuae

      • Anna, sua resenha me parece melhor que o livro: dúvido que faça referência ao Clube da Luta.
        Quanto à produtividade, não concordo em nada contigo. Acho inclusive que sair da corrida de ratos e simplificar a vida pode ser um bom caminho pra ser mais produtivo. Mas que fique claro que meu conceito de ser produtivo é levantar do sofá quando o melhor que tá passando na tv é documentário sobre os deuses alienígenas do passado. É, se possível, escrever o paper antes de ter que reler a bibliografia toda de novo, aprender a tocar a música completa em vez da introdução de outras três, ver os filmes da to do list em vez de filme pela metade na tela quente, etc. Não tem sido fácil. 🙂

        PS.: Que medo de escrever pra revisoras!

  2. Alexandre, não faz mesmo não! rs Aliás, eu nunca vi um blog ou livro sobre minimalismo fazer referência a ele, e eu acho que cabe tanto!
    Quanto à produtividade, concordo com você — acho que você conseguiu se expressar melhor que eu: não é viver ao deus-dará, é justamente fazer o que tem que ser feito, sair da rodinha do hamster. A gente vive numa corrida tão desenfreada de começar tudo e não terminar nada, né?

    Mas não é fácil mesmo não 🙂

    PS: revisoras são discretas em seu tempo livre 😛

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