Carlos Ruiz Zafón – Marina

Anna,

No dia que terminei de ler Bridget Jones, reclamei no twitter e disse que precisava ler uma coisa BOA, pra destraumatizar. Minha querida amiga Camis (@MissCamilaD) me sugeriu Marina, e eu prontamente aceitei.

Óscar Drai é um garoto de 15 anos que estuda em um internato de Barcelona no fim da década de 70. Todos os dias, ele dribla a portaria ao final das aulas e passeia a pé, descobrindo a vizinhança. Até que um dia, ao escurecer, ele vê um gato atrase um portão de uma mansão aparentemente abandonada, e por instinto entra na propriedade. Vê uma silhueta de mulher, e, em pânico, pega um relógio e sai correndo.

Alguns dias depois, cheio de remorso, vai devolver o relógio. É assim que ele conhece Marina, que tem sua idade e vive no casarão com Germán, seu pai (e dono do relógio). Aos poucos, Óscar adota Marina e Germán como sua família, visitando-os sempre. Um dia, Marina e Óscar saem para passear e acabam no cemitério do bairro.

“O cemitério de Sarriá é um dos lugares mais escondidos de Barcelona. Quem procurar no mapa, não vai achar nada. […]. Os poucos que conhecem o segredo de sua localização suspeitam que, na verdade, o velho cemitério não seja mais do que uma ilha do passado que aparece e desaparece a seu bel-prazer”.

No cemitério, observam uma senhora vestida completamente de negro, com um capuz escondendo seu rosto. A senhora visita um túmulo sem nenhuma inscrição, apenas uma borboleta negra com asas abertas. E, CLARO, resolvem seguir a misteriosa senhora.

Só que nem em livros de fantasia isso é uma boa ideia… 😀 Não posso dar mais detalhes sem fazer spoiler terrível! 🙂

A trama, que até então estava normalzinha, toma um rumo interessante. Marina e Óscar têm um mistério em suas mãos, e resolvem ir atrás, com a curiosidade normal dos adolescentes entendiados que precisam dar um sentido à vida. A investigação é surreal (no sentido literal), e os personagens novos que esta investigação traz são bem interessantes e bem desenvolvidos.

Sem querer espoilear, mas já espoileando…. a transformação da percepção do leitor sobre o personagem principal da investigação, Mijail Kolvenik, é impressionante. Ele tem uma história trágica, que vai sendo descoberta aos poucos. O livro termina triste, e a cena final arrancou uma lagriminha disfarçada.

“Às vezes, as coisas mais reais só acontecem na imaginação, Óscar – disse ela [Marina]. – A gente só se lembra do que nunca aconteceu.”

Gostei muito da história e do estilo do autor. E eu, que nunca tinha lido nada do Zafón (se é modinha eu demoro mesmo #hipster), já quero ler os famosos! 🙂

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4 respostas em “Carlos Ruiz Zafón – Marina

  1. Ana, eu nunca li nada dele também! #hipster #enjoada #frescura
    Fiquei na maior vontade agora, tem tempos que não leio algo nesse estilo, vou baixar! P-)

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